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Métodos de pesquisa / UXTap Journal

Tree testing: teste a navegação antes de desenhar o menu

Avalie se as pessoas encontram informações pela estrutura e pelos rótulos, usando tarefas claras e uma leitura cuidadosa dos caminhos.

Uma árvore de caminhos e pastas ilustra a busca de informação em uma estrutura de navegação.

Quando o usuário não encontra uma informação, a causa pode estar no nome da categoria, na organização do conteúdo ou na apresentação visual. O tree testing ajuda a investigar a estrutura e os rótulos antes de acrescentar as outras camadas do design.

Prepare uma árvore que represente a proposta

Imagine um portal fictício de benefícios para funcionários. A equipe quer saber onde as pessoas procuram o reembolso de um curso.

A árvore pode reunir categorias como desenvolvimento, saúde e pagamentos. Dentro delas, aparecem os conteúdos e serviços correspondentes. O objetivo é testar uma estrutura plausível, com alternativas que possam disputar a atenção.

Evite remover todos os ramos que não contêm a resposta. Uma árvore artificialmente curta pode tornar a tarefa fácil e esconder uma ambiguidade que estará presente no produto.

Escreva uma necessidade sem repetir o rótulo

Se a categoria se chama “Desenvolvimento profissional”, uma tarefa que diz “acesse Desenvolvimento profissional” não ajuda a avaliar a descoberta.

Experimente um cenário como: “Você concluiu um curso relacionado ao trabalho e quer saber como solicitar que a empresa devolva parte do valor”. A pessoa precisa interpretar o objetivo e escolher onde procuraria a informação.

Forneça apenas o contexto necessário. Se regras da empresa determinam o caminho, inclua as condições relevantes no cenário para evitar uma resposta baseada em suposição.

Defina os destinos aceitos

No UXTap, o bloco de tree testing permite construir a árvore e marcar os destinos considerados corretos. Mais de um destino pode fazer sentido conforme a arquitetura.

Defina essas respostas antes da coleta. Se descobrir uma interpretação plausível depois, registre a revisão em vez de alterar silenciosamente o critério.

Confira também se a pessoa poderá pular a tarefa. Uma saída explícita ajuda a distinguir ausência de resposta de uma escolha de destino.

Observe o percurso, além da chegada

Duas pessoas podem escolher o destino correto por caminhos diferentes. Uma entra diretamente no ramo esperado; outra explora alternativas e volta antes de concluir.

No UXTap, a análise de tree testing contempla sucesso, percurso e diretude. Leia essas medidas juntas e confira a base usada em cada uma, inclusive o tratamento das tarefas puladas.

Uma boa planilha de leitura pode separar:

  • Destino escolhido.
  • Primeira categoria aberta.
  • Retornos ou desvios.
  • Justificativa posterior, quando coletada.
  • Mudança que merece teste.

Esses elementos ajudam a localizar onde a estrutura começa a gerar incerteza.

Exemplo: duas categorias disputam a mesma necessidade

Suponha que participantes procurem o reembolso em “Pagamentos”, embora a proposta o coloque em “Desenvolvimento”. O comportamento pode indicar uma expectativa financeira ou falta de clareza no rótulo.

A equipe tem alternativas: revisar a categoria, criar uma entrada contextual ou tornar o conteúdo acessível por caminhos diferentes. O tree testing não escolhe automaticamente entre essas soluções.

Teste uma proposta revisada com tarefas equivalentes. Se mudar os nomes e a estrutura ao mesmo tempo, registre que a nova rodada avalia o conjunto dessas alterações.

Escreva uma tarefa para cada dúvida de arquitetura

No portal fictício de benefícios, imagine que o reembolso de curso possa ser colocado em “Carreira” ou “Benefícios”. Uma tarefa adequada seria: “Você pagou por uma formação relacionada ao trabalho e quer verificar se a empresa pode devolver esse valor. Onde procuraria essa orientação?”. O cenário fornece a necessidade sem repetir o rótulo da categoria preferida pela equipe.

Antes de testar, defina o destino que contém a orientação e avalie se outra entrada também deveria ser aceita. Se o produto pretende oferecer o mesmo conteúdo por caminhos diferentes, a pesquisa deve refletir essa decisão. Se apenas um destino resolve a necessidade, deixe isso explícito no critério de análise.

Inclua categorias concorrentes plausíveis. Uma árvore com um único ramo relacionado ao tema reduz a escolha a reconhecer a única opção disponível. Ao mesmo tempo, não acrescente áreas sem relação com o produto apenas para aumentar a dificuldade. A estrutura precisa representar uma proposta que a equipe realmente considere implementar.

Leia uma tentativa em camadas

Comece pela escolha de primeiro nível. Ela informa a expectativa inicial sobre onde o assunto pertence. Depois, observe as aberturas de categorias, retornos e destino escolhido. Por fim, relacione o percurso ao desfecho. Chegar ao lugar correto depois de explorar vários ramos é diferente de encontrá-lo diretamente.

No exemplo, uma pessoa pode abrir “Benefícios”, voltar e encontrar a orientação em “Carreira”. Outra pode entrar diretamente em “Carreira” e terminar em uma página de cursos internos, que não trata de reembolso. A primeira resolveu a tarefa com desvio; a segunda seguiu um caminho direto, mas não chegou a um destino adequado. Uma medida isolada de diretude não distingue essas situações.

Registre tarefas puladas e casos em que a pessoa escolheu um destino sem convicção. Eles não devem desaparecer da discussão porque dificultam um resultado positivo. A interpretação depende da base considerada; informe quem recebeu a tarefa e quais respostas foram incluídas na análise.

Diferencie problema no nome e problema na posição

Se os participantes escolhem consistentemente outro ramo, investigue a localização do conteúdo. Se chegam ao ramo esperado, mas confundem duas folhas, examine a distinção entre os rótulos. Se exploram muitos lugares sem identificar uma alternativa, talvez falte uma categoria que corresponda à necessidade.

Prepare duas hipóteses de revisão, quando fizer sentido. Uma pode mudar o rótulo de “Desenvolvimento” para uma expressão mais concreta. Outra pode acrescentar uma entrada contextual em “Benefícios”. Preserve o destino e o cenário necessários para comparar a descoberta, registrando o que foi alterado.

Depois, leve a estrutura para o menu real. Uma busca, um atalho ou a posição da navegação podem mudar o percurso. O tree testing isola parte da arquitetura, mas não demonstra como toda a página será usada. Um teste de primeiro clique pode examinar o início da tarefa no contexto visual antes de você avaliar o fluxo completo.

Complete a validação na interface

Um menu visual oferece pistas que a árvore textual não tem, como agrupamentos espaciais, ícones e itens visíveis ao mesmo tempo. Também pode introduzir dificuldades próprias.

Depois de revisar a arquitetura, prepare uma tarefa no protótipo ou no site para avaliar a navegação real. Relacione o resultado ao que foi encontrado no tree testing.

Para começar, escolha uma necessidade frequente e monte a árvore correspondente no UXTap. Faça um piloto, confira os destinos aceitos e observe o primeiro ramo escolhido. A próxima decisão deve responder a um problema específico de linguagem ou organização.

Se os rótulos ainda não têm uma base clara, retome o card sorting. Os recursos de arquitetura da informação permitem organizar essa sequência de investigação.

Perguntas frequentes sobre navegação em árvore

Preciso representar todo o site no teste?

Represente o contexto necessário para escolhas plausíveis. Um recorte pode ser suficiente quando a decisão trata de uma área específica, desde que as alternativas relevantes estejam presentes. Declare o alcance: testar a área de benefícios não permite concluir que toda a navegação corporativa funciona bem.

Posso aceitar mais de um destino como correto?

Sim, quando esses destinos realmente atendem à necessidade e isso faz parte da arquitetura avaliada. Defina o critério antes de olhar as respostas. Acrescentar destinos depois apenas para melhorar a taxa de sucesso esconde um problema que talvez precise de revisão.

O que significa sucesso com muitos retornos?

Significa que a pessoa chegou a um destino aceito, mas o percurso pode ter exigido exploração. Examine em quais categorias ocorreram os retornos e se existe um padrão entre participantes. Não classifique todo retorno como problema: ele pode fazer parte de uma escolha razoável, dependendo do conteúdo e da tarefa.

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