O SUS, sigla de System Usability Scale, oferece uma forma padronizada de registrar a percepção de usabilidade depois do contato com um sistema. Ele ajuda a resumir uma avaliação, mas não identifica sozinho qual parte da interface precisa ser corrigida.
A estrutura original reúne dez itens, com respostas de 1 a 5 e formulações favoráveis e desfavoráveis alternadas.
Prepare a experiência antes do questionário
Defina qual sistema ou versão será avaliado e quais atividades os participantes realizarão. Uma pessoa que apenas viu uma apresentação teve uma experiência diferente de quem tentou executar tarefas.
Imagine uma ferramenta fictícia de reembolso. O estudo pode pedir que profissionais registrem uma despesa e acompanhem sua situação. Depois dessas atividades, a escala registra como perceberam o uso do sistema.
Evite ensinar todas as etapas antes do teste se a intenção for avaliar a descoberta autônoma. Esse treinamento muda a experiência que a pessoa levará em conta ao responder.
Entenda o cálculo
Na estrutura original, as respostas vão de 1 a 5. Para os itens ímpares, subtrai-se 1 da resposta. Para os pares, subtrai-se a resposta de 5. A soma dessas contribuições é multiplicada por 2,5.
O resultado fica entre 0 e 100, mas não é um percentual de tarefas concluídas. Em um exemplo hipotético, contribuições que somam 28 produzem um SUS de 70. Isso não permite dizer que a pessoa executou 70% do fluxo corretamente.
Evite criar uma escala diferente sem perceber
Trocar uma frase negativa por uma positiva exige atenção à interpretação. Retirar itens, inverter rótulos ou misturar escalas modifica o instrumento.
No UXTap, os itens de SUS podem ser configurados como uma bateria de métrica. Os resultados agregam a pontuação e apresentam a leitura dos itens conforme sua direção. Confira se cada pergunta está identificada corretamente e se a bateria está completa.
Faça um piloto com respostas conhecidas para revisar a configuração. Verifique especialmente os itens negativos, nos quais concordar tem um sentido diferente de concordar com uma frase favorável.
Leia a média junto à experiência
Uma pontuação agregada pode esconder experiências distintas. Profissionais que já usaram sistemas semelhantes talvez encontrem menos dificuldade que pessoas sem esse repertório.
Consulte a distribuição e os segmentos relevantes, mantendo o tamanho da base visível. Se a amostra é pequena, não trate uma diferença modesta entre médias como prova suficiente de melhora.
Também evite usar referências gerais como metas obrigatórias para qualquer produto. A decisão depende do público, das tarefas, da maturidade do sistema e do custo dos problemas observados.
Use as tarefas para explicar a percepção
No exemplo do reembolso, uma avaliação desfavorável pode estar ligada à dificuldade de entender quais documentos anexar. Observe as sessões e consulte os relatos antes de concluir que o formulário inteiro precisa mudar.
O SUS oferece um resumo da percepção. Os cliques, caminhos e respostas ajudam a localizar oportunidades. A combinação permite formular uma proposta mais específica e conferir se ela melhora a experiência.
Confira uma resposta completa antes de olhar a média
Use uma resposta fictícia para conferir a configuração da bateria. Considere as notas 4, 2, 4, 2, 5, 1, 4, 2, 4 e 2, nessa ordem, para os dez itens originais. As contribuições ajustadas são 3, 3, 3, 3, 4, 4, 3, 3, 3 e 3. A soma é 32 e o resultado individual é 80. Este é um exemplo de cálculo, não um resultado de pesquisa.
A média do estudo é calculada a partir das pontuações individuais válidas. Não some todas as respostas sem preservar a associação entre pessoa e bateria. Também não interprete a resposta a uma frase isolada como um SUS independente. O instrumento combina itens para formar a medida global.
No UXTap, a pontuação de uma sessão exige os dez itens e respostas numéricas. Uma bateria incompleta não recebe uma pontuação inventada para preencher a lacuna. Ao apresentar o resultado, confira quantas pessoas efetivamente contribuíram para o SUS, que pode ter uma base diferente daquela de uma tarefa anterior.
Registre as condições que dão significado à pontuação
No exemplo fictício da ferramenta de reembolso, algumas pessoas podem ter usado apenas o envio de uma despesa; outras podem ter administrado regras e aprovado solicitações. O nome do produto é o mesmo, mas a experiência avaliada é diferente. Defina qual conjunto de tarefas antecede a escala e mantenha essa informação junto ao resultado.
Registre também familiaridade, treinamento oferecido e limitações do material. Uma apresentação guiada pode ajudar a entender uma proposta, mas produz outra condição de avaliação. Se a primeira rodada teve orientação e a segunda foi autônoma, não atribua uma diferença de pontuação apenas à versão do produto.
A distribuição ajuda a perceber experiências que a média esconde. Uma avaliação intermediária pode reunir pessoas com percepções parecidas ou grupos muito distintos. Leia os relatos e as tarefas desses grupos antes de escrever uma conclusão única sobre a interface. Preserve os limites de recortes com poucas respostas.
Transforme uma pontuação em perguntas de investigação
Se a percepção de usabilidade for desfavorável, comece pelos obstáculos registrados durante a atividade. Na ferramenta de reembolso, procure diferenças entre entender quais documentos são aceitos, conseguir anexá-los e acompanhar o envio. Cada dificuldade pode contribuir para a avaliação, mas a escala não identifica automaticamente sua causa.
Prepare uma ação ligada à evidência: revisar a informação sobre documentos antes do anexo, por exemplo. Depois, avalie se a tarefa ficou mais compreensível e se a percepção global mudou em condições comparáveis. O objetivo não é editar a interface até um número ultrapassar uma referência escolhida sem contexto.
No relatório, apresente a versão, as tarefas realizadas, a quantidade de baterias válidas e as limitações da comparação. Se houver uma referência externa, descreva o que ela representa e evite tratá-la como percentual de pessoas satisfeitas. O guia de relatório executivo ajuda a ligar a métrica à decisão de produto.
Planeje a comparação antes de alterar o produto
Mantenha tarefas, público e condições tão consistentes quanto possível entre rodadas. Registre mudanças inevitáveis e considere seu efeito na leitura.
Para começar, monte uma tarefa relevante no UXTap e acrescente a bateria SUS completa. Revise configuração e escala na prévia. Depois da coleta, escolha um obstáculo observado e planeje sua correção; use a próxima rodada para examinar tanto o comportamento quanto a percepção de usabilidade.
Para acompanhar uma revisão, planeje como comparar versões e explore os recursos de resultados, preservando as condições de aplicação da escala.
Perguntas frequentes sobre o SUS
Uma pontuação de 80 significa 80% de usabilidade?
Não. O SUS usa uma transformação das respostas para uma escala de 0 a 100. Esse valor não é percentual de tarefas concluídas nem proporção de clientes satisfeitos. Apresente a pontuação como uma medida de percepção global e use medidas comportamentais separadas para descrever a execução.
Posso retirar as perguntas que parecem repetidas?
Retirar ou reescrever itens altera o instrumento e compromete a comparabilidade com aplicações da escala original. Use a bateria completa e uma versão adequada ao idioma. Se precisar de uma investigação mais curta, escolha conscientemente outro instrumento em vez de chamar uma seleção de itens de SUS.
Como tratar uma resposta ausente?
Não complete a nota silenciosamente com uma média ou um valor neutro escolhido pelo pesquisador. Registre a base válida e verifique por que a pergunta ficou sem resposta. No UXTap, uma sessão sem a bateria numérica completa não gera pontuação SUS; isso deve ficar visível na leitura da amostra.
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